E sabe aquele momento em que estamos nos divertindo e o mundo pára? Aquele típico lapso em que o relógio rodopia nos segundos, trepidando nossa alegria espontânea. As constelações parecem bailar no tempo, os planetas por um instante ficam estagnados no nosso universo, o brilho dos olhos inocentes acende, lampeja... E sem mais, o Sol já se pôs.Dúvida cruel entre o prazer e o dever. O riso e a obrigação estão em conflito, minha mente sabe, meu coração engana. Tranqüilidade que se mistura à apreensão, o relógio ameaça minhas vontades, atormenta meu breve futuro. Tic tac, veloz, arritmado, doloroso. Por que existe o amanhã? Por que existe o amanhã se só quero o agora?
Ainda contesto o poder do Tempo. Ainda desafio suas regras e imposições. E por que faço isso? Porque no meu mundo não há batidas premeditadas, não há fórmulas exatas, ou números precisos. Há uma pequena sinfonia que escorre aos meus ouvidos, lentamente, seguindo os passos do destino indefinido. Há rios de pequenas irresponsabilidades. Há atrevimento.
E os minutos insistem em mentir para mim. Nem um momento sequer sem lembrá-los, sem calcular o restante da felicidade. Apagam-se os dias, iniciam-se novamente, e tudo remete às crueldades do Tempo. Chega a hora de descansar, por a cabeça no travesseiro e sonhar, sonhar com o fim do tempo. Sonhar com o fim dos Tempos...
Paciência. Nem tudo é como queremos, nem sempre temos forças para lutar. O primeiro passo é nos libertar dos ponteiros, já o segundo... Bem, o segundo está por vir, e ele não pára.
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Music: Iluminar - Natiruts

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