quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ócio

Partindo do princípio de tudo não temos medo de cair, não tememos a derrota e sequer nos passa a hipótese de sermos contrariados pelas vozes frias do mundo. A curiosidade de chegar logo ao fim pode ser perigosa e nos causar algumas marcas profundas, mas quem é suficientemente forte para lutar contra o tempo que nos corrói?

Dia e noite se misturam e parecem não chegar. Não chegam... Não, chega! Não posso mais, o vazio me venceu. Os meus relatos são simples pedidos de auxílio a quem não me ouve e não pode me enxergar. Palavras frágeis e singelas nada mais são que suplícios inocentes de um pobre coração...

Manhãs intensas no crepúsculo vespertino? Tardes quentes iluminadas pela lua cheia? Gotas de poeira atravessando a janela cerrada? As regras subjetivas vão muito além do que imaginamos e as exceções claras estão nas nossas mãos. Não há certo ou errado, há vontades, vontades intensas.

Ainda existe um mundo lá fora para ser desvendado, um mundo que já me aguçou e me deu mais ímpeto. Hoje não tenho pressa para percorrer o caminho que está traçado, pois a insanidade tomou conta de mim. Fez-se presente o universo de confusões da minha mente e já não posso mais.

A vida continua sugando o pouco que me resta. A esperança é bela e longínqua, mas a amargura é mais intensa para quem escuta as histórias verídicas de um pobre viajante. E quando acabar, valerá a pena?
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Music: Sweetest Thing - Lauryn Hill

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